sexta-feira, 8 de março de 2019

Sobre cabelos parte 7 - Achou que tinha acabado?

Pois é, depois disso eu também achei que tinha acabado.
Eu e meu cabelo superamos a morte ( dele) e viveríamos felizes para sempre. Fim.
Maaaaasss...
Chegou o dia do meu casamento no civil. ( eu só morava junto fazia 16 anos).
Marquei uma escova no salão lá da minha rua. Ficou linda, casei, que amor. <3
Aí meu marido sugeriu que eu fizesse escova por um tempo, isso ia me dar um descanso na rotina de cuidados com os cabelos e traria mais leveza e praticidade para o meu dia dia.
Adorei, eu estava realmente cansada e compramos um pacote de 2 meses de escova e hidratação.
Eu fazia a escova toda segunda de manhã antes de ir trabalhar e na hora de lavar, ela fazia a hidratação.
Perfeito.
Como eu só lavava no dia de refazer a escova, achei que estava tudo bem.
Maaaasss...
( continua)

Sobre cabelos parte 6 - Recuperação

Fiquei com os cabelos naquele estado e dá-lhe dinheiro com produtos de tratamento.
Fiz UTI capilar por 1 mês (o que parou a quebra), fiz shampoo bomba, usei glicopan pet, fazia cronograma capilar, no poo, tomava suplemento para crescimento e mantinha o cabelo sempre preso num coque.
Na medida em que ele foi crescendo, eu ia cortando.
Se crescia 1cm, eu aparava 1cm de ponta danificada.
E assim foi por uns 6 meses, até que nas férias da faculdade fiz um BC e cortei o que faltava de parte danificada.
Ficou um joãozinho. Detestei, mas o fato de estar vendo ali meu cabelo novamente saudável me deixou feliz.
Segui tratando aquele cabelinho novo com todo cuidado e ele foi crescendo forte e brilhante.
Ainda usava só preso mas variava as presilhas, já dava pra fazer rabinho e eu ia levando sabendo que para ter fios longos novamente teria que ter paciência. Provavelmente levaria uns 2 anos. Beleza.
( continua)

Sobre cabelos parte 5- Nada está tão ruim que não possa piorar

Comprei a coloração Koleston 7.3 e apliquei.
A cor ficou linda... Mas o que havia restado do meu cabelo emborrachou todo.
Fui num salão que tinha na minha rua pedir socorro e a cabeleireira cortou as pontas e repicou os fios para disfarçar o emborrachado.
Tá, deu pra disfarçar, mas gente... O estado em que o cabelo ficou... Ele nem balançava com o vento.
Melhor teria sido se eu tivesse tido coragem de raspar a cabeça.
Mas né... Mulher vaidosa, tinha a faculdade... Eu não queria abrir mão meu cabelo, estivesse como estivesse.
( continua)

Sobre cabelos parte 4 - Deu merda, e agora?

Depois que o cabelo secou vi que tinha tido um corte químico porque o descolorante avançou pelo comprimento dos fios, e era para eu ter aplicado somente na raiz.
Os fios mais fragilizados não aguentaram e se partiram.
Lembro que nessa época eu gastei muito, mas muito dinheiro mesmo tentando recuperar esse cabelo.
Consegui firmar os fios que sobraram, mas estavam irreversivelmente danificados.
Mantive esse cabelo por algum tempo  torrando dinheiro com tratamento mas quando o loiro oxidou, eu não podia fazer nada para clarear ( ficaria careca com certeza), e aceitei que teria que escurecer os fios ou ficar com eles laranjas.
Foi aí que cometi o erro fatal.
( continua)

Sobre cabelos parte 3 - A cagada final

Do dia 28/06/15 os meus registros dão um salto até o dia 10/02/2016 quando conto que fui retocar as luzes em casa, sozinha.
Lembro desse dia como se fosse hoje.
Comprei touca, descolorante, ox não me lembro de quantos volumes mas se me conheço bem foi de 40 pq sempre fui exagerada, e fui pra casa super confiante de que sabia o que estava fazendo.
Pedi minha mãe para puxar os fios pra mim e me embrenhei para dentro do banheiro para aplicar a mistura no cabelo.
Quando meus fios estavam brancos, enxaguei o cabelo ainda de touca, apliquei condicionador para retirar com facilidade e quando tirei, meu cabelo estava todo preso nela, como uma peruca.
Nem me desesperei. No fundo parece que eu sabia que ia dar merda.
Fui passando o pente no cabelo até parar de cair para eu conseguir avaliar os danos realmente.
( continua)

Sobre cabelos parte 2 - Histórico

Como eu apareço e sumo do blog não tenho todos os registros, mas encontrei bastante coisa.
01/12/12 - Primeiras luzes. Tom sobre tom.
02/01/13- Luzes loiras
19/01/13- Luzes para ficar mais loira.
Depois desse dia, dá-se um intervalo até 16/06/13, quando registrei um retoque das luzes. Mas se me conheço bem, duvido que eu tenha deixado meu cabelo quieto por 6 meses. Eu devo ter matizado em casa, feito mil coisas.
Aí vem um novo intervalo ainda maior de 1 ano. Só em 16/06/14 aparece um novo registro de retoque de luzes.
De novo, eu duvido que durante esse 1 ano não tenha aprontado em casa.
Aí os registros pulam para 27/06/15 dia em que fiz uma shampoozada. Neste post eu digo que estive no salão retocando as luzes a 10 dias e que havia ficado chumbado. Aí fiz esse soap cap e no dia seguinte 28/06/2015 ainda repeti o processo.
Não bastasse isso, ainda matizei depois com uma coloração com amônia.
( continua)

Precisamos conversar...sobre cabelos. Parte 1

Minha gente...
Sei nem por onde começar... Esse post vai ficar grande, mas vamos lá.
Venho observando que meu cabelo não sai do lugar a tipo... 3 anos. E não bastasse não crescer, ele estava alisando. Sozinho. ( isso foi o que pensei)
Esse mistério estava me intrigando sabe?
Como assim um cabelo cacheado começa a nascer liso?
Se eu descobrisse o motivo poderia ficar ryca né non?
E eu só pintando desde 2016.
Pensa daqui, pensa dali e nada.
Não conseguia me lembrar de nada que estivesse fazendo que pudesse provocar esse alisamento.
Aí recorri às postagens antigas do blog.
Sempre relatei por aqui minhas aventuras cabelísticas e eu queria juntar esse histórico porque só Deus sabe como esse meu cabelo tem história...
( continua)

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

De voltaaaa!!!

Mas como assim??? Já tá boa, já se curou?
É aquela coisa né gente... Nós nunca somos nada, apenas estamos. No momento estou bem, terei dias em que não estarei, assim como todos vocês.
Não consegui horário com a terapeuta que eu queria, estou aguardando. Enquanto isso vou vivendo. O mundo não pára.
Tenho pensado nos meus projetos para o ano que vem.
deles: Aderir ao minimalismo. Desapegar dos excessos de consumo, dos excessos de coisas que tenho em casa. Quero trazer para a minha vida na prática, o conceito de " Clean".
- E que tem a ver com o 1º, mudar a decoração. Quero romantismo no meu quarto, alegria na sala, funcionalidade na cozinha, praticidade no quarto das minhas filhas que hoje são duas adolescentes.
Tudo com sofisticação e sobriedade.
- Encerrar de vez esse processo de emagrecimento porque não aguento mais. Já eliminei bastante peso, mas ainda estou longe da meta. Culpa minha que vivo furando a dieta por bobagem. Furar a dieta por algo que amamos mais que tudo na vida é aceitável, furar por qualquer porcaria só por vício em comer é burrice. E tenho sido burra.

Pra falar a verdade não sei bem se é minimalismo o nome do que quero. Não pesquisei sobre antes de vir falar. ( me perdoem)
O meu objetivo é economizar para reduzir gastos, direcionar melhor essa grana economizada ( investir em qualidade de vida por exemplo), e comprar de forma consciente. Analisar a real necessidade antes de sair gastando por influência de redes sociais.
Não preciso ter 10 bases, 7 blushes, 5 máscaras de cílios, e outros tantos produtos. Preciso ter um kit básico para o dia-dia e alguns outros ítens para fazer uma maquiagem de festa quando for preciso.
Não preciso de 20 perfumes, 15 produtos de cuidados faciais e etc, etc, etc.
Enfim, vou fazer uma limpa do que não tenho usado porque não gosto e doar, e o que ficar vou usar até o fim e só depois adquirir outro para substituir o que acabou.
Por outro lado, coisas que estou precisando há tempos são deixadas para lá. Ex:
Roupas de cama, toalhas de banho, pisos de banheiro, preciso reformar as cadeiras da sala, trocar a cortina do quarto das minhas filhas, pintar o meu quarto e o corredor, trocar os quadros ( os que tenho eram da minha mãe e essa lembrança todo dia me faz mal), quero substituí-los... Enfim, quero qualidade de vida para a minha casa e menos futilidade na minha rotina.
Quero me alimentar de forma saudável, e abrir espaço de vez em quando para saborear algo que eu goste muito. Algo especial. E não furar minha dieta por qualquer biscoito vagabundo.
Quero mudanças reais. Que trarão benefícios não só para mim, mas para a minha família também.
E tudo será registrado aqui porque sim, estou de volta. 😃😃😃

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Transbordando...

Nunca fui de chorar por qualquer coisa. A vida nunca foi fácil pra mim, o que me tornou forte. No entanto, de uns meses para cá, o choro vem repentinamente, a qualquer hora e em qualquer lugar. Há algo errado. Sinto que andei ignorando sentimentos, principalmente referentes à morte da minha mãe, e que houve um acumulo deles. Agora me sinto transbordando. Literalmente. Não cabe mais nada em mim e as lágrimas descem como que tentando me esvaziar porque cheguei ao limite. Hora de recorrer à terapia. O que ando escondendo? Algumas coisas, de tanto pensar, acho que já consegui processar. Por exemplo: * Eu não tive culpa. Embora não me saia da cabeça o último olhar que cruzei com a minha mãe, lá dentro do cinema. Não conseguimos sentar ao lado uma da outra, ela sentou praticamente na outra ponta da fileira em que estávamos e em algum momento durante o filme, olhei para ela e cruzamos um olhar. Ela estava séria, mas não fez nenhum sinal, não me fez entender que algo acontecia. Isso se algo acontecia. Não sei. Na saída do cinema ela parecia bem. Disse que ia andando na frente porque ia fazer pastel e perguntou se eu ia para a casa dela. Disse que sim, estava apenas aguardando a mãe da coleguinha da minha filha ir buscá-la e que em seguida ia pra lá. Foi a última vez em que nos falamos. * Eu não devia ter me dopado. Devia ter vivenciado aqueles momentos de dor lúcida, para sentir o que eu tivesse que sentir naquele momento. Os calmantes me fizeram suportar tudo em compensação, quando o efeito passou, eu senti tudo de forma muito confusa. Um misto de realidade com o que eu me lembrava, no entanto sem saber a legitimidade daquilo que estava sentindo. É confuso, eu sei. * A sensação de desamparo tão esmagadora na realidade não faz sentido. Há muito tempo eu não contava mais com o amparo da minha mãe. Digo amparo emocional. Ela era contra meu casamento ( nem foi no cartório no dia em que me casei), usava tudo o que eu contava contra meu marido depois, para ofendê-lo ( se eu contasse sobre nossas dificuldades financeiras por exemplo), ela era muito nervosa então eu evitava preocupá-la. Estava tudo sempre bem na minha vida. Por pior que eu estivesse, estava sempre bem. Falávamos sobre amenidades apenas. Receitas, novelas, filmes, programas de tv, frio, calor... A barra pesada eu tinha que suportar sozinha. O colinho de mãe, eu não tinha. Não podia ter. Se ela soubesse de como eu me sentia, de tudo que se passava, teria morrido antes. Então essa sensação de desamparo que sinto não faz o menor sentido. * A saudade... Se eu for parar para me lembrar de fato quem era a minha mãe, eu acabo concluindo que não tenho do que sentir saudade. Claro que eu amo a minha mãe. Não vou dizer que amava porque foi ela quem morreu. O que eu sinto por ela só vai se findar quando eu morrer. Então eu amo a minha mãe. Mas, puxando pelas minhas memórias desde a infância... Ela nunca foi uma pessoa fácil de se amar. Amar pessoas fofas, simpáticas e dóceis é fácil certo? Pois a minha mãe sempre foi o oposto disso. Ainda assim eu tentei até o último dia fazer com que enxergasse a vida e as pessoas com outros olhos. Esse remorso eu não tenho. Sempre mostrava para a minha mãe o outro lado das situações. Ela tinha mania de perseguição. Sempre que algo desfavorável a ela acontecia, ela achava que alguém a estava prejudicando de propósito. Isso em tudo. Nas situações mais banais do dia dia. Minha mãe era preconceituosa também. Preconceito racial. No entanto era de forma bem mascarada. Ela não destratava ninguém, mas se sentia superior. Isso ficava nítido. E muito do desgosto dela em relação ao meu casamento, é porque o meu marido é negro. Então, como eu disse, a saudade que sinto não é de quem ela foi. É saudade da minha mãe. Da figura materna. É aquela agonia de saber que a pessoa que me gerou, que me colocou no mundo, que me apresentou a ele, não está mais aqui dividindo esse mesmo espaço comigo. Me deixou sozinha. A minha origem não existe mais. * Sobre a morte: Dizem que é natural né? Eu já tentei pensar assim. Que o espaço físico do planeta é limitado, que é preciso que alguns morram para que outros possam nascer, que se ninguém morresse o planeta não comportaria mais pessoas, não haveria renovação, não haveria desenvolvimento e etc, etc, etc. Já tentei até pensar da forma bíblica: " Viemos do pó e ao pó voltaremos". Mas não dá. Não dá para achar natural conviver com uma pessoa, ter com ela laços tão profundos e aceitar que ela deixe de existir assim tããão naturalmente. Ela me fez, me gerou, me pariu, me alimentou, me educou, me ensinou tantas coisas, tivemos tantos momentos ( bons, ruins, engraçados, difíceis, de cumplicidade, de brigas), ou seja, toda uma história de vida, e aí um dia ela vai ao cinema assitir ao filme que fizeram do nosso desenho favorito ( A bela e a Fera), sai dizendo que ia pra casa fazer pastel, eu fico em frente ao cinema por mais alguns minutos, depois passo numa farmácia, e mais a frente me deparo com ela caida no chão, cheia de gente em volta, aí chega os bombeiros, hospital, 1 semana de angustia e por fim, morre. Mas como assim???? E não acaba aí. A pessoa morre, mas eu tive que voltar ao apartamento dela, encarar todas aquelas coisas sem ela, decidir o que fazer ( a imobiliária me pressionando para desocupar), e eu tendo que naquele momento de dor, confusão mental, um misto de sentimentos, me desfazer do apartamento , doar coisas, remexer em tudo, roupas, documentos...enfim, é o pior momento da vida. Não... provavelmente perder um filho é pior. É tudo isso que eu disse sem as partes ruins, porque na situação inversa acho que as mães não enxergam o lado ruim dos filhos. O amor é infinitamente maior e mais complexo. Meu coração se compadece por todas as mães que já perderam um filho. Mas voltando ao assunto... é isso. É difícil, é complicado. A morte só é simples na teoria de quem nunca perdeu alguém. E aí, é que vem a parte mais complicada da minha situação: Tudo isso que eu disse acima, é o que eu já consegui processar. É a parte que eu compreendo. Maaaas,ainda assim, o choro transborda. O que mais tem aqui que eu ainda não consegui compreender/aceitar? Só Deus sabe e só a minha terapeuta poderá me ajudar. Por enquanto, valeu muito o desabafo. Se alguém passar por aqui, me perdoem por não estar retribuindo as visitas e pela ausência do blog. É passageiro. Prometo.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

TEM ALGUÉM AÍ?

A impressão que eu tenho é de que os blogs acabaram. As redes sociais conseguiram derrubar a blogosfera lamentavelmente. Acho que ninguém mais tem paciência para visitar as páginas. Tão mais fácil ver muitas e muitas dicas ao mesmo tempo no Facebook e Instagran... Mas quer saber? Eu prefiro os blogs. Sou saudosista, admito. Lembro que em 2007 meu blog estava a todo vapor. Éramos um grupo grande e muito parceiro. Contato diário, uma apoiando a outra, quase uma família. Algumas dessas amizades eu preservo até hoje, adivinhem onde? Nas redes sociais.A maioria sumiu daqui. Quando eu sumo não é porque não valorize mais esse espaço que construí com tanto carinho, é porque não tenho nada a dizer, ou tenho muito e me dá preguiça só de começar. Bom, mas vamos às atualizações dos fatos de forma bem concisa: * Estou perdendo peso, devagar, mas estou. Não sei se falei sobre o Nutri pika das galáxias em quem fui. Mas fato é que a dieta de outro planeta que ele passou pra mim não funcionou. Não que seja ineficiente, mas foi incompatível com a minha rotina. Então fiz meu próprio plano alimentar e está funcionando. * Estou malhando. Ganhei do meu marido um plano anual numa excelente academia com personal. Vou todos os dias à noite. * Decidi não voltar à faculdade. No meio do quarto período eu já estava questionando de Psicologia era realmente o que eu queria. Sempre achei que fosse até que entrei na faculdade e comecei a me questionar. Concluí o 5º período e estava no início do sexto quando minha mãe faleceu e eu decidi então trancar. * Minha pele melhorou muito. Estou usando sabonete facial, vitamina C , antissinais, e uma fórmula clareadora sem ácido. * o casamento vai bem. * minhas filhas estão bem. * O trabalho é estressante mas vai bem. A minha luta diária é realmente me manter focada em fazer boas escolhas na alimentação. Se me distraio, como biscoito no lugar da fruta, como massa no lugar do arroz com feijão e legumes. E cada vez que faço uma má escolha atraso minha perda de peso em 1 dia. Posso conscientemente preparar uma massa num almoço de fim de semana, mas não posso comer todos os dias. A questão é essa. Posso conscientemente escolher 3 biscoitos para lanche da tarde, mas não posso comprar um pacote e devorá-lo sem perceber enquanto trabalho ou assisto TV. É a distração que poe tudo a perder porque leva ao exagero. Parece simples manter o foco mas não é. Manter-se concentrada num objetivo o tempo todo enquanto cuido de outras tantas coisas no meu dia-dia é mentalmente fadigante, mas necessário. E vamos que vamos. Tem alguém aí? rs